sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada; Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE.
Arnaldo Jabour
Tati pequena, Tati imensa, pensa, fala, escreve, descreve, apaga, rabisca, arrisca, petisca, cozinha, sozinha, ama, come, chama, grita. É calma, aflita, instiga, antenada, informada, apaixonada, sussurra, pula, vive, livre, acredita em bolas perdidas, duendes e amores impossíveis. Ela dá linha na pipa, dá bola, chuta, deita e rola... E quer mais!
Há certas horas em que não precisamos de um amor, uma paixão e tão pouco queremos beijo na boca. Há certas horas que só queremos a mão no ombro, um abraço beem apertado, ou mesmo estar ali, quietinho, sem dizer nada. Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, alguém que ria de nossas piadas sem graça. Que ache nossas tristezas as maiores do mundo. Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado. Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Quando eu tinha 10 anos, era feliz e não sabia, não vivia na internet, não pensava em namorar, brincava de carrinho ou de boneca, ficava em casa aos domingos, esperando algum filme passar. AH, quando eu tinha 10 anos, tudo era melhor, passava a tarde com a família, brincava de esconde-esconde e voltava todo sujo, feliz, cheio de alegria: Não pensava em sexo, não olhava para as garotas bonitas a rua e imaginava elas nuas, a Dilma não era candidata a presidente, restart era só pra recomeçar um jogo, Malhação realmente tinha uma academia, a Globo e a Record não se matavam pela audiência, não me importava com a opinião dos outros, não odiava sair com a minha mãe. Entre muitas outras coisas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sou convencional, apesar de não ser normal. Se eu me corto, eu sangro. Se bato o dedo no pé da mesa, dói. Sou uma pessoa comum. Acredito no até que a morte nos separe e também no eterno enquanto dure. Acredito que, se eu sou capaz de ser fiel, alguém mais pode ser. Acredito que eu não sou uma laranja, mas preciso da minha outra metade pra me sentir inteira. Valorizo as pequenas atitudes, assim como condeno pequenas mancadas. Sou rancorosa, guardo por anos uma coisa que me magoou de verdade. Sei perdoar. Passo por cima dos erros pra ficar junto das pessoas que eu gosto. Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio. Perdôo uma vez, porque errar é humano. Perdôo duas porque o ser humano é estúpido às vezes. Mas não posso viver perdoando, porque isso seria incompetência minha.
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